O prefeito de Dourados, Murilo Zauith (PSB), é alvo de denúncia do MPE
(Ministério Público Estadual) à Justiça, que pede a cassação de seu
mandato e a devolução de quase R$ 160 mil, sob acusação de promoção
pessoal com uso de recursos públicos. O prefeito douradense foi eleito
em fevereiro de 2011 em votação suplementar –decorrente da renúncia de
seu antecessor, Ari Artuzi (PMN). Murilo já
apresentou recurso ao TJ-MS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul)
contra a ação.
Conforme a denúncia apresentada pelo promotor Luiz Gustavo Camacho
Terçariol à 5ª Vara Cível de Dourados, Murilo “fez circular” sete
informes publicitários, entre abril e agosto de 2011, nos quais foi
exaltada sua imagem em meio a ações realizadas pelo Executivo. Depois,
outras peças publicitárias de igual conteúdo, e um convite para o
aniversário de 76 anos de Dourados com duas fotos suas também foram
produzidos.
Na denúncia, afirma-se que o prefeito “ultrapassou os limites daquilo
que se consideraria meramente propaganda institucional, pois, além da
referência às realizações do governo local, as imagens e os textos
inseridos nas matérias publicitárias consubstanciam-se em referências
meramente promocionais à pessoa de Murilo Zauith”.
No curso da investigação, o prefeito negou a prática de promoção
pessoal, comportamento que seguiu sustentado pelo promotor de Justiça
douradense. MPE pediu que prefeito não realize
mais atos de promoção pessoal
Foram relatadas na denúncia, ao todo, 19 notas fiscais da prefeitura
sobre pagamentos por ações de publicidade questionadas pelo MPE. Juntas, elas somam cerca de R$ 159,2 mil, valor
que o promotor pede que seja devolvido ao erário. Terçariol também pede
que a Justiça decrete a perda de função pú-blica e suspensão dos
direitos políticos de Murilo pelo período de cinco a oito anos, dentre
outras punições.
No pedido de liminar, rejeitado pelo juiz Jonas Hass Silva Junior,
foi requisitado que Murilo assumisse em juízo compromisso de não
realizar mais exposição pessoal nas peças publicitárias pagas pela
prefeitura, sob pena de multa de R$ 1 mil. A ação foi mantida, sendo
determinado que o prefeito se manifestasse antes de uma decisão por sua
aceitação ou rejeição.
Murilo apresentou agravo ao TJ-MS, distribuído ao desembargador
Pascoal Carmelo Leandro, solicitando a suspensão da análise do caso. O
prefeito não foi localizado pela reportagem. A assessoria da prefeitura
não se manifestou até o fechamento desta edição.
terça-feira, 27 de março de 2012
MPE pede cassação do prefeito de Dourados por promoção pessoal com verba pública
Fonte:
O Estado MS













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