segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

MS tem o 5º maior custo da construção

Diario do MS
Custo nacional da construção passou para R$ 805,67 em outubr
O custo da construção civil continua elevado em Mato Grosso do Sul. Conforme os dados do Sinapi (Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil), divulgados ontem pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), de janeiro a novembro, construir ficou 7,56% mais caro no Estado. É a quinto maior alta do país.
De acordo o IBGE, atualmente, para se edificar um metro quadrado é preciso desembolsar R$ 803,90, considerando apenas material e mão-de-obra. Este é o maior custo da construção em MS desde o início do levantamento do IBGE. Segundo o levantamento, em novembro, o preço da construção se manteve estável, apresentando uma elevação de 0,08%.
Com esse reajuste, o consumidor passou a pagar R$ 55,51 a mais por metro quadrado construído, em relação a janeiro. O levantamento mostra que quem constrói hoje uma obra de 100 metros quadrados, por exemplo, precisa desembolsar R$ 5.551 a mais do que em janeiro deste ano, quando o metro quadrado custava R$ 748,39.
No ano, o Estado perde apenas para o Distrito Federal (9,12%), Maranhão (9,12%) e Mato Grosso (7,66%) e Paraíba (7,66). Já nos últimos 12 meses, construir ficou 7,78% mais caro no Estado. É a quarta maior alta do país, ficando atrás apenas do Distrito Federal, Maranhão e Paraíba. O custo da construção no Estado é menor que a média do Centro-Oeste (R$ 813,09).
O crescimento do crédito habitacional, aliado aquecimento do setor do imobiliário e a falta de mão-de-obra, tem sido apontado como um dos principais responsáveis pelas sucessivas altas no custo da construção no Estado. Conforme o presidente do (Sindicato Intermunicipal da Indústria da Construção do Estado de Mato Grosso do Sul), Amarildo Miranda Melo, a disparada no preço da construção civil está diretamente ligado a falta de mão-de-obra. Segundo ele, com o ‘boom’ do mercado imobiliário, faltam profissionais para atuar em MS, fato que acaba encarecendo o fator mão-de-obra. “O IBGE constatou uma alta de 7,56% no ano. No entanto, percebemos que esse aumento é ainda maior. É preciso que o Estado tome medidas emergenciais para a qualificação de mão-de-obra. Caso contrário, o mercado da construção civil se tornará inviável nos próximos devido ao encarecimento absurdo de seu custo devido à falta de profissionais”, comentou.

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